Centrais de Regulação
Regulação inteligente e 100% digital, com gestão de filas, jornada do paciente e integração da rede.

Atenção Secundária à Saúde
Centrais de Regulação
O Instituto de Ciências Médicas Canaã propõe um modelo moderno de Centros de Regulação capaz de integrar Atenção Primária, Atenção Especializada, Urgência e Emergência e Atenção Hospitalar, acompanhando o cidadão desde a identificação da necessidade assistencial até a realização do procedimento e a continuidade do cuidado. A proposta está alinhada à Política Nacional de Regulação em Saúde do SUS, instituída pela Portaria GM/MS nº 9.262, de 30 de dezembro de 2025.
Destaques
- Regulação inteligente com apoio de IA e supervisão humana
- Marcação 100% digital de consultas, exames e cirurgias
- Fila digital transparente, priorizada e rastreável
- Acompanhamento da jornada do paciente em toda a rede
- Interoperabilidade com a RNDS pelo modelo MIRA
- Gestão por indicadores e redução de absenteísmo
Da central de marcação ao centro de gestão da jornada
Uma Central de Regulação não deve funcionar apenas como local para marcar consultas. Ela precisa conhecer e gerenciar toda a demanda por consultas especializadas, exames, procedimentos, terapias, cirurgias, internações, leitos, reabilitação e demais serviços regulados. Os Complexos Reguladores coordenam, operacionalizam e monitoram a Regulação do Acesso, podendo compreender centrais ambulatoriais, de urgências e de internação hospitalar, com gestão das listas e tempos de espera, agendas, leitos, absenteísmo e oferta assistencial.
Regulação 100% digital e redução progressiva do papel
Nosso modelo prioriza processos digitais desde a origem da solicitação, reduzindo formulários físicos, retrabalho, perda documental e filas administrativas em papel. Mais do que retirar o papel, o objetivo é criar rastreabilidade da jornada. O Ministério da Saúde disponibiliza o e-SUS Regulação e mantém o SISREG, além do e-SUS Captação de Filas, exigindo que sistemas próprios ou de terceiros sejam seguros, interoperáveis e compartilhem os dados regulatórios aplicáveis com a RNDS.
Uma fila digital, transparente e prioritária
O modelo deixa de trabalhar com listas fragmentadas e passa a organizar uma fila digital estruturada, observando protocolos, critérios técnicos e prioridades assistenciais. O objetivo não é apenas organizar uma fila eletrônica, mas gerenciar ativamente o acesso.
- Quem está esperando?
- Por qual procedimento?
- Desde quando?
- Qual sua prioridade?
- Onde existe oferta?
- Foi agendado? Compareceu? Foi atendido?
- Precisa continuar o tratamento?
Acompanhamento da jornada do paciente
O Centro de Regulação acompanha o cidadão entre os diferentes pontos da rede. O encaminhamento deixa de representar o fim da responsabilidade da unidade de origem: o paciente passa a possuir uma jornada assistencial rastreável, permitindo identificar interrupções, atrasos e gargalos.
RNDS e interoperabilidade
A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) é a plataforma oficial de interoperabilidade do Ministério da Saúde, permitindo o compartilhamento padronizado e seguro de informações entre sistemas. Desde 2025, o compartilhamento de dados de Regulação do Acesso com a RNDS observa requisitos nacionais específicos, utilizando o Modelo de Informação da Regulação Assistencial (MIRA).
Uma pessoa → uma jornada → uma rede conectada.
Inteligência Artificial apoiando a regulação
A Inteligência Artificial é incorporada como ferramenta de apoio à gestão, com governança, validação, proteção de dados e supervisão humana. Pode auxiliar na identificação de padrões de demanda, previsão de necessidades, detecção de inconsistências, análise de absenteísmo, planejamento de agendas e identificação de gargalos.
Nos processos assistenciais e regulatórios, a tecnologia deve apoiar — e não substituir — a avaliação e a responsabilidade dos profissionais habilitados.
Comunicação digital com o cidadão
O Componente SUS Digital prevê comunicação sobre diferentes etapas do atendimento, incluindo entrada na regulação, confirmação de agendamento, lembretes e avaliação posterior. O Meu SUS Digital já permite marcação de consultas de APS nos municípios que utilizam o PEC e-SUS APS e habilitam essa funcionalidade, criando condições para uma relação progressivamente mais digital entre cidadão e rede pública.
Gestão por indicadores
A digitalização produz informações que se transformam em indicadores de gestão do acesso, com monitoramento e avaliação dos serviços e uso das informações de produção e regulação como informação estratégica.
- Fila por especialidade
- Tempo de espera
- Oferta x demanda
- Absenteísmo e vagas ociosas
- Produção e capacidade instalada
- Prioridades e procedimentos realizados
- Contrarreferência e resolutividade
Centro de inteligência da rede
O Centro de Regulação deixa de ser apenas uma estrutura administrativa e passa a funcionar como um centro de inteligência do acesso, capaz de mostrar ao gestor onde estão as filas, onde existe capacidade ociosa, quais especialidades possuem maior demanda, quais pacientes necessitam prioridade e onde os recursos precisam ser ampliados ou reorganizados — alinhado ao Programa SUS Digital.
Regulação + Saúde Digital + Interoperabilidade + RNDS + Inteligência Artificial + Gestão de Filas + Indicadores + Jornada do Paciente. Menos papel. Menos fragmentação. Mais informação. Mais acesso. Mais cuidado.
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