Atenção Primária à Saúde — APS

Telessaúde e Saúde Digital

Tecnologia para aproximar pessoas, integrar a rede e ampliar o acesso ao SUS.

Telessaúde e Saúde Digital

Atenção Primária à Saúde — APS

Telessaúde e Saúde Digital

O Instituto de Ciências Médicas Canaã estrutura a Telessaúde e a Saúde Digital como instrumentos estratégicos para ampliar o acesso, fortalecer a Atenção Primária, integrar os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde e melhorar a continuidade do cuidado. A transformação digital não significa substituir o atendimento presencial por uma tela: significa utilizar a tecnologia para aproximar pacientes e profissionais, reduzir barreiras geográficas, compartilhar conhecimento, organizar informações e aumentar a capacidade resolutiva da rede. Esse modelo está alinhado ao Programa SUS Digital, instituído pela Portaria GM/MS nº 3.232/2024.

Destaques

  • Teleconsulta, teleinterconsulta e apoio entre profissionais
  • Pontos de Telessaúde estruturados na Atenção Primária
  • RNDS, prontuário eletrônico e interoperabilidade
  • Segurança da informação, privacidade e LGPD

Telessaúde como política do SUS

A prática da telessaúde possui respaldo legal nacional. A Lei nº 14.510/2022 alterou a Lei nº 8.080/1990 para autorizar e disciplinar a telessaúde em todo o território brasileiro, e no SUS as ações também são regulamentadas por normas específicas do Ministério da Saúde, incluindo a Portaria GM/MS nº 1.348/2022. Em 2024, o Ministério avançou com a Ação Estratégica SUS Digital — Telessaúde, instituída pela Portaria GM/MS nº 3.691/2024. A Telessaúde passa a ser compreendida como componente da própria modernização do SUS.

Telessaúde integrada à Atenção Primária

Na Atenção Primária, a tecnologia aproxima a UBS de outros profissionais e serviços da rede, apoiando a coordenação do cuidado para que o cidadão receba assistência adequada no ponto mais apropriado da rede.

PacienteUBS/ESFeMultiTelessaúdeEspecialistaRegulaçãoDiagnósticoRede de Atenção

Teleconsulta

A teleconsulta amplia o acesso ao atendimento quando clinicamente apropriada e realizada em conformidade com a legislação e as normas profissionais aplicáveis, sendo especialmente útil para superar barreiras territoriais e apoiar a continuidade assistencial. O modelo deve ser híbrido e orientado pelas necessidades clínicas do cidadão.

A tecnologia complementa o cuidado — não elimina a necessidade do atendimento presencial quando este for indicado.

Teleinterconsulta e apoio entre profissionais

Um dos maiores potenciais da Telessaúde está na conexão entre profissionais. Uma equipe da Atenção Primária pode discutir situações assistenciais com profissionais de outras áreas, qualificando decisões e encaminhamentos. Em determinadas situações, a necessidade pode ser resolvida ou melhor direcionada sem submeter o usuário a deslocamentos desnecessários.

APSDiscussão especializadaOrientaçãoDefinição da condutaAcompanhamento

Telessaúde e acesso à atenção especializada

A Saúde Digital aproxima a Atenção Primária da atenção especializada. O Ministério da Saúde vem incorporando a Telessaúde às estratégias de ampliação do acesso às especialidades, inclusive no componente SUS Digital relacionado ao programa federal de ampliação do acesso especializado.

DemandaAvaliaçãoRegulaçãoApoio especializadoDiagnósticoTratamentoContrarreferência

Pontos de Telessaúde nas unidades

A estratégia nacional avançou na estruturação de Pontos de Telessaúde na Atenção Primária, com regulamentação federal específica para apoiar a infraestrutura destinada às atividades remotas. No nosso modelo de gestão, esses ambientes precisam de infraestrutura adequada, conectividade, equipamentos, privacidade, segurança da informação e profissionais capacitados.

Não basta instalar equipamentos. É necessário implantar processos assistenciais.

Saúde Digital integrada ao prontuário

A consulta digital não pode gerar informação isolada. O atendimento precisa integrar a jornada assistencial do cidadão, observando os padrões, sistemas e requisitos aplicáveis, de modo que a Saúde Digital faça parte da gestão clínica da rede.

AtenderRegistrarCompartilhar quando autorizadoAcompanharGarantir continuidade

Rede Nacional de Dados em Saúde — RNDS

A integração das informações é elemento essencial da transformação digital. Em março de 2026, o Ministério da Saúde instituiu novos modelos de informação no âmbito da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), incluindo o registro de atendimento via teleconsultoria e resultados de exames com laudo clínico.

A informação deve acompanhar a jornada assistencial do cidadão, e não permanecer presa a um único serviço.

Interoperabilidade

Prontuário eletrônico, regulação, laboratório, diagnóstico, farmácia, atenção especializada e gestão não devem funcionar como ilhas tecnológicas. A interoperabilidade reduz duplicidades, melhora a continuidade assistencial e disponibiliza informações relevantes para a decisão, observadas as regras de segurança e acesso.

Uma pessoaUma jornadaInformações integradasUma rede coordenada

Monitoramento remoto

A Saúde Digital abre possibilidades para acompanhamento remoto de determinadas condições, quando tecnicamente indicado. Informações produzidas por dispositivos ou soluções digitais podem apoiar o acompanhamento profissional, desde que inseridas em protocolos assistenciais e com fluxos claros para situações que necessitem de intervenção.

Tecnologia sem processo gera informação. Tecnologia integrada ao processo gera cuidado.

Saúde Digital e condições crônicas

Hipertensão, diabetes e outras condições acompanhadas pela APS exigem continuidade. Ferramentas digitais contribuem para o acompanhamento, sempre respeitando indicação clínica, infraestrutura disponível e as normas aplicáveis.

OrientaçãoAcompanhamentoComunicaçãoLembretesIdentificação de pendênciasRetorno à equipe

Saúde Digital e Atenção Domiciliar

Quando apropriada, a Telessaúde apoia profissionais e usuários no território e no domicílio, aproximando o cuidado da rede sem eliminar a necessidade de avaliação presencial quando indicada.

DomicílioESFeMultiTelessaúdeEspecialidadesRede

Regulação digital

Regulação, agendas, encaminhamentos, resultados e contrarreferência podem ser progressivamente integrados para reduzir fragmentação. A tecnologia deve ajudar a responder quem está esperando, por qual atendimento, há quanto tempo, com qual prioridade, se o atendimento aconteceu, qual foi o resultado e se o paciente retornou à APS.

A regulação torna-se instrumento efetivo de coordenação da jornada assistencial.

Segurança, privacidade e LGPD

Informações clínicas são dados pessoais sensíveis e precisam de controles adequados de segurança, privacidade e acesso. A legislação do Ministério da Saúde para Saúde Digital inclui expressamente a Lei Geral de Proteção de Dados — Lei nº 13.709/2018, além das normas específicas de governança digital.

  • Controle de acesso por perfil
  • Autenticação e rastreabilidade
  • Trilhas de auditoria
  • Segurança da informação
  • Proteção de dados pessoais sensíveis
  • Governança institucional

Inteligência Artificial como ferramenta de apoio

A IA pode apoiar processos administrativos e assistenciais, desde que utilizada com governança, validação, segurança e supervisão profissional. No Instituto Canaã, ela auxilia na organização e análise de informações, identificação de padrões, gestão de filas, priorização operacional e construção de indicadores.

A decisão clínica permanece sob responsabilidade dos profissionais habilitados.

Gestão digital orientada por indicadores

A Telessaúde também precisa ser avaliada. O objetivo não é demonstrar quantas tecnologias foram implantadas, mas o que mudou para o cidadão e para o SUS.

  • Teleconsultas e teleinterconsultas realizadas
  • Tempo de resposta e especialidades acessadas
  • Resolutividade e encaminhamentos qualificados
  • Absenteísmo e tempo de espera
  • Continuidade assistencial
  • Satisfação dos usuários

Programa SUS Digital e maturidade digital

O Programa SUS Digital vai além da Telessaúde: incorpora planejamento, transformação digital, informação, interoperabilidade e avaliação da maturidade digital dos territórios. Em 2024, o Ministério instituiu o Índice Nacional de Maturidade em Saúde Digital (INMSD). A tecnologia precisa fazer parte do planejamento estratégico da rede, e não ser composta por projetos isolados.

Escola de Saúde ICM Canaã

A Escola de Saúde ICM Canaã participa da implantação por meio da capacitação das equipes para utilização das plataformas, registro adequado, Telessaúde, proteção de dados, segurança da informação, novos fluxos assistenciais e acompanhamento de indicadores.

TecnologiaPessoasProcessosProtocolosInformaçãoGovernança

Nosso modelo: tecnologia a serviço das pessoas

Saúde Digital não significa transformar o SUS em um sistema de computadores. Significa utilizar tecnologia para tornar o SUS mais acessível, integrado, resolutivo e capaz de acompanhar o cidadão ao longo de sua jornada: APS + Telessaúde + Prontuário Eletrônico + RNDS + Regulação + Interoperabilidade + Dados + Inteligência Artificial + Pessoas.

Menos distância. Mais integração. Mais acesso. Mais cuidado. Telessaúde e Saúde Digital — tecnologia para conectar a rede, ampliar o acesso e colocar a informação a serviço do cuidado.